Ministra da Administração Interna desconhece o que falhou na disponibilização de meios

Negócios: Cotações, Mercados, Economia, Empresas

Notícias em Destaque

Ao minutoAtualizado há 3 min19h20

Ministra da Administração Interna desconhece o que falhou na disponibilização de meios

Acompanhe os desenvolvimentos desta segunda-feira relativamente aos estragos e condicionamentos provocados pelo mau tempo em diferentes regiões do país.

há 5 min.19h18

E-Redes diz que há 134 mil clientes ainda sem eletricidade

134 mil clientes ainda sem fornecimento de eletricidade, de acordo com dados da E-Redes às 18h00 na sequência da passagem da Depressão Kristin, que continua a afetar a rede de distribuição em várias regiões do país.

Deste total, 129 mil clientes concentram-se nas zonas mais críticas, com o distrito de Leiria a registar o maior impacto, somando 95 mil clientes sem energia. Seguem-se Santarém, com 22 mil clientes, Castelo Branco, com 11 mil, e Coimbra, onde há cerca de mil clientes ainda afetados.

A E-Redes mantém equipas no terreno a trabalhar na reposição do fornecimento, num contexto marcado por danos na infraestrutura da rede e por dificuldades de acesso a algumas zonas, devido às condições meteorológicas adversas.

há 23 min.19h01

Ministra da Administração Interna desconhece o que falhou na disponibilização de meios

A ministra da Administração Interna disse esta segunda-feira, em Alvaiázere, que desconhece o que falhou sobre o atraso na disponibilização de meios aos territórios mais afetados pela depressão Kristin.

“O sistema é complexo e as entidades coordenadores do sistema de proteção civil têm todo o cuidado de garantir a colaboração entre todos”, disse Maria Lúcia Amaral, à entrada para uma reunião no quartel dos bombeiros daquele município do distrito de Leiria.

A governante disse que é preciso “ter em linha de conta que as necessidades são muitas, de vários lados, e que esta foi uma crise com aspetos múltiplos, de comunicações e falha de energia, que pode ter contribuído para que se sentisse a falta durante mais tempo”.

Esta manhã, o presidente da Câmara de Alvaiázere, João Paulo Guerreiro, o presidente da Câmara de Alvaiázere, concelho gravemente afetado pela depressão Kristin, pediu “desesperadamente apoio de bombeiros”, porque os da corporação local estão exaustos.

“Os nossos bombeiros voluntários têm sido exemplares, têm estado com elevada disponibilidade todos os dias, mas estão a ficar exaustos. Vemos por essa região fora e também noutras regiões vizinhas corporações de bombeiros a apoiarem os bombeiros dos territórios que foram afetados. Em Alvaiázere, já pedimos e pedimos e pedimos e ainda não tivemos apoio de nenhuma corporação de bombeiros”, disse à agência Lusa.

Esta tarde, muitos antes da visita da ministra da Administração Interna chegou um grupo de bombeiros da zona da Guarda, constituído por cerca de 20 elementos, e também um grupo de 19 militares do Exército para ajudar nas ações mais prioritárias.

À saída da reunião com a Proteção Civil de Alvaiázere, Maria Lúcia Amaral disse que foram discutidos “dois pontos fundamentais: acorrer às pessoas com maior dificuldade de casa e comunicação e prevenir os riscos da semana que aí vem, com previsões de agravamento meteorológico”.

Aos jornalistas a governante rejeitou falhas no envio mais atempado de militares para o terreno, afirmando que, “desde o início, todos têm feito o possível para que a colaboração conjunta que aqui ficou personificada seja realizada”.

O presidente da Câmara de Alvaiázere reconheceu que se tivesse tido reforços o auxílio à população estaria muito mais avançado, apontando para uma janela temporal “muito curta” para as reparações antes das condições meteorológicas se agravarem novamente.

Salientando que o município conta atualmente com 25 desalojados, embora já tivessem sido uma centena, João Paulo Guerreiro teme que o número possa crescer exponencialmente face à quantidade de pessoas que sofreram grandes estragos nas suas habitações.

“Com o agravamento das condições meteorológicas, tememos, se nada for feito, que o número de desalojados venha a ser muito mais, por isso a nossa preocupação e apreensão [ao pedir ajuda], sublinhou.

17h37

Centenas de milhares de pessoas continuam com falhas na rede móvel, diz presidente da Anacom

A presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom) disse hoje que continuam centenas de milhares de pessoas com problemas na rede móvel, devido ao mau tempo, apontando, no entanto, que mais de 50% dos locais afetados já estavam recuperados.

Sandra Maximiano, que falou no Porto, à margem da Cimeira Internacional sobre Resiliência de Cabos Submarinos, disse que havia “centenas de milhares de pessoas ainda afetadas na rede móvel”, num número que deve rondar as 200 mil.

Mas a situação tem vindo a melhorar, destacou, indicando que “à medida que a eletricidade tem sido reposta, as comunicações são obviamente repostas, quando estas foram afetadas por falha de energia exclusivamente”.

No entanto, destacou, houve muitas infraestruturas de telecomunicações afetadas, nomeadamente “nos traçados aéreos, sobretudo com a queda de postes e outras antenas, outras infraestruturas nos ‘rooftops’ e também nas próprias estruturas de antenas que foram afetadas”.

A presidente da Anacom referiu que “há muitos operacionais no terreno”, sendo que o próprio regulador “também tem operacionais a ajudar”.

“Acho que a situação tem vindo a progredir positivamente e isso não é tão rápido quanto se calhar a maior parte das pessoas esperaria, ou todos nós esperaríamos, mas é como disse há determinada infraestrutura que não se reconstrói imediatamente”, explicou.

“Não sabemos com exatidão quanto tempo vai demorar, mas nós já temos mais de 50% dos ‘sites’ que tinham sido afetados recuperados, portanto, a perspetiva é que na próxima semana” a situação esteja mais regularizada.

Para o futuro, a presidente da Anacom deixou um alerta. “Acho que temos que pensar todos numa resiliência das telecomunicações, olhar para estes eventos meteorológicos e pensar, ver que infraestruturas é que foram afetadas, como é que elas foram afetadas, o que é que se pode melhorar para minimizar”.

Para Sandra Maximiano é preciso “repensar esse tipo de infraestrutura”, apontando para a criação de uma “estrutura subterrânea”, ou seja, colocar esses traçados aéreos no solo.

Questionada sobre se os clientes que ficaram com o serviço afetado poderão, no futuro, ter direito a uma compensação, a presidente da Anacom disse que será uma matéria que estará “obviamente, em análise, porque geralmente são compensados quando existe alguma interrupção do serviço”.

16h54

Rede Expressos garante reembolso total dos bilhetes até dia 8 de fevereiro

A Rede Expressos anunciou que vai reembolsar a 100% todos os bilhetes que sejam cancelados até 1 hora antes da partida. A medida estará em vigor até dia 8 de fevereiro como “medida excecional de apoio aos passageiros”, “num contexto de agravamento das condições meteorológicas em Portugal”. A ideia é permitir maior flexibilidade a quem necessite de ajustar os seus planos de viagem sem penalizações.

Os pedidos devem ser efetuados através do portal www.rede-expressos.pt, desde que feitos no prazo máximo de 1 hora antes da partida prevista.

 “A segurança e a confiança dos nossos passageiros estão sempre em primeiro lugar. Perante este contexto de instabilidade meteorológica, entendemos ser fundamental oferecer total flexibilidade a quem necessita de ajustar os seus planos de viagem”, afirma Nelson Silva, diretor-geral da Rede Expressos, em comunicado.

16h29

E-Redes: Cerca de 147 mil clientes continuavam sem energia às 13:30

Cerca de 147 mil clientes estavam hoje pelas 13:30 sem energia elétrica em Portugal continental, dos quais 133 mil nas zonas mais críticas atingidas pela depressão Kristin na madrugada de quarta-feira, informou a E-Redes.

Numa nota, a empresa destaca que em Leiria permaneciam 99 mil clientes sem energia, em Santarém 23 mil, em Castelo Branco nove mil e em Coimbra dois mil.

Anteriormente, a E-Redes tinha indicado que registou um aumento do número de novas avarias na rede elétrica, devido ao agravamento das condições atmosféricas durante a madrugada de hoje. Às 08:00 estavam sem luz 161 mil clientes.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.

A rede elétrica nacional foi afetada há seis dias, na quarta-feira, pela passagem da depressão Kristin, com ventos que superaram os 220 quilómetros por hora.

Nove pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois três óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas e empresas, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.

Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.

16h29

Mau tempo: Proteção civil registou 764 ocorrências entre as 00:00 e as 12:30

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 764 ocorrências relacionadas com o mau tempo, entre as 00:00 e as 12:30, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, disse à Lusa o comandante Telmo Ferreira.

Entre as ocorrências, registaram-se 358 quedas de árvores, 149 quedas de estruturas, 134 inundações, 69 movimentos de massas e deslizamentos de taludes e 54 limpezas de via”, adiantou.

Segundo a mesma fonte, a região de Lisboa e Vale do Tejo lidera em número de ocorrências, tendo registado 280 até às 12:30, logo seguida pelo Centro, com 272.

Também se verificaram ocorrências nas regiões Norte (103), Alentejo (82) e Algarve (27).

As descargas das barragens registaram “um incremento ligeiro” nas bacias dos rios Tejo e Mondego, mas “dentro daquilo que eram as previsões”, assinalou ainda o comandante da Proteção Civil.

No que concerne à circulação ferroviária, a linha do Minho passou a estar suspensa, entre Barcelos e Tamel, informou a Infraestruturas de Portugal (IP).

Segundo um comunicado da IP, com ponto de situação feito às 12:00, mantêm-se condicionamentos em quatro vias: Linha do Norte (entre Soure e Coimbra B), Linha do Douro (entre a Régua e Pocinho), Ramal de Alfarelos (entre Alfarelos e Figueira da Foz) e Linha do Oeste (entre Mafra e Amieira).

Vários distritos de Portugal continental estiveram sob avisos durante a noite, por causa da chuva forte, vento e agitação marítima, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA).

14h57

Leiria lança plataforma Estragos.pt para reporte de danos

A Câmara de Leiria lançou esta segunda-feira a plataforma Estragos.pt para os munícipes reportarem os danos originados pela depressão Kristin, anunciou o presidente, Gonçalo Lopes.

“O canal ‘Estragos’ é uma iniciativa da Câmara com o apoio da Tekever [fabricante de drones], onde queremos que todas as pessoas, instituições, possam registar os seus estragos”, afirmou aos jornalistas Gonçalo Lopes, nos Bombeiros Sapadores de Leiria, onde o município instalou o seu centro de operações.

O autarca apelou para que “todas as pessoas, quando tiverem condições e sem correr riscos”, fotografem os seus estragos, “em especial no seu património habitacional, nos edifícios”, e que enviem para essa plataforma.

De acordo com o autarca, aquela empresa já fez “voos de reconhecimento em muitos espaços” de parte da cidade, mas vai continuar “esse trabalho, para que seja útil”, não só para o trabalho do município, mas, sobretudo, para as pessoas afetadas, nos pedidos de auxílio que vão ser necessários no âmbito da reconstrução.

Entretanto, a Câmara criou o endereço eletrónico [email protected] para pessoas e empresas que queiram entregar bens poderem obter informação.

“Estamos a viver momentos em que o povo português está a ser extremamente solidário, ao qual estamos muito agradecidos, temos muitos pedidos, mas também temos, felizmente, muitas pessoas e empresas a quererem ajudar”, declarou.

14h57

Carneiro pede ativação do Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia

O secretário-geral do PS instou esta segunda-feira o Governo a ativar o mecanismo europeu de proteção civil para responder às consequências da depressão Kristin e reiterou a sua disponibilidade para colaborar, apesar de não ter sido contactado pelo executivo.

Insistimos na imediata ativação do Mecanismo Europeu de Proteção Civil (…) porque permite meios e recursos que são importantes para responder a esta crise“, pediu José Luís Carneiro numa conferência de imprensa após uma reunião do secretariado nacional do PS, na sede do partido, em Lisboa, sobre os impactos da passagem da depressão Kristin por Portugal continental.

O líder do PS lembrou também o Governo da “importância de pôr em prática as medidas previstas na Estratégia Nacional de Proteção Civil preventiva” e de “garantir o cumprimento das medidas previstas no Planeamento Civil de Emergência”.

No sábado, em declarações à Lusa, o líder parlamentar do PS, Eurico Brilhante Dias já tinha criticado a decisão do Governo de não ter recorrido ao Mecanismo de Proteção Civil da União Europeia (EUCPM), com a justificação de que os meios nacionais não estão esgotados.

14h58

Turismo do Centro pede reposta “rápida e eficaz” para hotelaria e restauração afetadas

O presidente da Turismo Centro de Portugal, Rui Ventura, espera que os apoios a conceder às unidades de hotelaria e restauração afetadas pela depressão Kristin venham “o mais rapidamente possível”.

“Todos percebemos que há prioridades e, neste momento, a preocupação é repor o abastecimento de água, de eletricidade e também recuperar as habitações danificadas. Mas, depois, é preciso dar uma resposta rápida e eficaz para resolvermos o mais rapidamente possível os problemas dos empresários do setor afetados”, afirmou hoje Rui Ventura à agência Lusa.

Para tal, o presidente da Turismo do Centro disse contar com “a experiência” de Paulo Fernandes (ex-presidente da Câmara do Fundão), nomeado pelo Governo para liderar a Estrutura de Missão criada para apoiar a recuperação das áreas afetadas.

“É um autarca de referência e, com a experiência que tem, seguramente vai contribuir para, em articulação com todos, conseguirmos dar uma resposta rápida e eficaz”.

O responsável já visitou algumas das zonas afetadas e disse ter ficado “muito impressionado” com o que viu.

“Uma coisa é ver na televisão, outra é ver no terreno. A devastação que causou é impressionante”, considerou.

14h11

Associação pede reafetação de verbas do E-Lar para ajuda a zonas afetadas

A Associação Nacional de Revendedores de Combustíveis, Estações de Serviço, Estacionamentos e Lavagens Automóveis (Anarec) pediu esta segunda-feira que sejam reavaliadas as verbas afetas ao programa E-Lar e, se necessário, reorientadas para zonas mais afetadas pelo mau tempo.

Num comunicado, a associação indicou que o programa E-Lar, que financia a troca de equipamentos domésticos, nomeadamente a gás, por outros mais eficientes, elétricos, “tem vindo a desvalorizar uma fonte energética essencial, resiliente e complementar, num momento em que o sistema elétrico nacional evidencia vulnerabilidades crescentes”, tendo em conta os danos causados pelo mau tempo.

De acordo com a Anarec, a “aposta exclusiva ou predominantemente assente num modelo 100% elétrico traduz-se num risco estrutural elevado, ao criar uma dependência excessiva de uma única infraestrutura e ao reduzir a capacidade de resposta em cenários de falhas, apagões ou eventos extremos”.

Para a associação, o “gás engarrafado desempenha um papel crítico na segurança energética nacional”, visto que assegura “autonomia de abastecimento, redundância operacional e continuidade de serviço a populações, empresas e serviços essenciais”, sobretudo em contextos de emergência ou disrupção energética.

“Importa ainda sublinhar que, em situações de quebra de fornecimento elétrico, a manutenção de serviços essenciais depende, muitas vezes, da disponibilidade imediata de fontes energéticas alternativas e de sistemas de contingência, como geradores”, lembrou.

14h10

Comarcas de Leiria, Santarém, Setúbal e Coimbra com impactos relevantes

O Conselho Superior da Magistratura (CSM) regista “impactos relevantes” da passagem da depressão Kristin nas comarcas de Leiria, Setúbal, Santarém e Coimbra e admite equacionar localmente “soluções temporárias para garantir a continuidade do serviço judicial”.

Em resposta à Lusa, o CSM adiantou que se encontra “a acompanhar, em articulação com os juízes presidentes de comarca e com as entidades competentes, a situação dos tribunais afetados” e que “o levantamento de danos ainda está em curso”, face a “constrangimentos significativos” no acesso aos edifícios, estando ainda a ser realizadas em alguns casos vistorias técnicas.

Segundo o CSM, há quatro comarcas com “impactos relevantes” – Leiria, Setúbal, Santarém e Coimbra – mas com “diferentes níveis de gravidade”.

No caso da comarca de Leiria, existem edifícios com danos significativos que impediram o normal funcionamento de alguns tribunais, estando a situação a ser avaliada por técnicos do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça (IGFEJ), no sentido de apurar condições de segurança e definir as medidas a adotar. Noutras comarcas, registaram-se sobretudo infiltrações, falhas de energia elétrica e de comunicações, assim como constrangimentos no funcionamento de alguns núcleos”, adiantou o CSM.

O órgão de gestão dos juízes disse ainda estar dependente da conclusão das vistorias técnicas para poder contabilizar com precisão o total de edifícios e serviços encerrados, o número de diligências e julgamentos adiados ou fornecer uma previsão de reabertura.

14h04

Descargas da barragem de Touvedo inundam Ponte de Lima e Ponte da Barca

As descargas da barragem de Touvedo, em Ponte da Barca, aumentaram o caudal do rio Lima naquele concelho e em Ponte de Lima, causando inundações na zona ribeirinha, foi esta segunda-feira divulgado.

Contactado pela agência Lusa, o comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima explicou que o rio Lima “inundou o areal, já encostou ao paredão do Passeio 25 de Abril, mas ainda galgou para o passeio”.

Já na outra margem, Carlos Lima disse que o Clube Náutico está inundado “com uns metros valentes de água”. “O clube estava de sobreaviso e tinha retirado o material do interior das instalações”, referiu.

Segundo Carlos Lima, o rio vai continuar a subir por causa das descargas da barragem do Touvedo, da chuva e da preia-mar às 15:00 horas”.

“A albufeira de Touvedo estava a debitar, cerca das 10:00 horas, 500 metros cúbicos de água por segundo. Recebe água da barragem do Alto Lindoso e já não consegue encaixar”, explicou.

Além das descargas, o rio Lima está ainda a receber as águas do rio Vez, em Arcos de Valdevez.

Além de algumas estradas municipais cortadas ou condicionadas devido à subida das águas do rio Estorãos, cerca das 12:20 “não havia registo de vítimas ou estragos materiais”.

O comandante dos Bombeiros Voluntários de Ponte de Lima, no distrito de Viana do Castelo, garantiu que “os meios estão posicionados para acompanhar o evoluir da situação e para a eventual tomada de medidas especiais”.

14h02

Distrito de Aveiro com 19 vias cortadas a inundações

O distrito de Aveiro tinha esta segunda-feira, pelas 13:00 horas, 19 vias rodoviárias interditas à circulação rodoviária devido sobretudo a inundações, sendo a maioria ruas e caminhos municipais, informou a GNR.

Os concelhos de Águeda e de Estarreja são os que apresentam o maior número de vias sem circulação e todas sem previsão de duração do corte.

Em Águeda, segundo a GNR, existem seis vias afetadas devido a inundações, nomeadamente a Estrada Municipal 577 (Fontinha), a Rua da Pateira (Fermentelos), a estrada do Campo (Espinhel e Recardães), a Rua do Campo (Segadães) e a Rua da Ponte da Barca (Serém). Ainda neste concelho está interdita a Rua do Covão (Aguieira) devido a desmoronamento.

Em Estarreja, a GNR dá conta da interdição da Rua dos Moinhos (Pardilhó), da Rua General Artur Beirão (Canelas), da estrada paralela à linha férrea, junto à BIORIA (Canelas), da Rua da Estação (Canelas) e da Rua do Vale (Fermelã).

A GNR dá ainda conta de duas vias interditas em Aveiro, nomeadamente a Rua Direita e a Rua da Pateira, em Requeixo, e cortes na EN 230-2 e na Rua do Ribeiro, em Angeja, no concelho de Albergaria-a-Velha.

Finalmente, em Ovar, destaque para as interdições da Rua da Floresta, da Rua da Estrada Nova e da Avenida da Praia em Esmoriz.

11h13

Câmara de Alvaiázere pede desesperadamente mais bombeiros

O presidente da Câmara de Alvaiázere, concelho do distrito de Leiria gravemente afetado pela depressão Kristin, pediu esta segunda-feira “desesperadamente apoio de bombeiros”, porque os da corporação local estão exaustos.

“Os nossos bombeiros voluntários têm sido exemplares, têm estado com elevada disponibilidade todos os dias, mas estão a ficar exaustos. Vemos por essa região fora e também noutras regiões vizinhas corporações de bombeiros a apoiarem os bombeiros dos territórios que foram afetados. Em Alvaiázere, já pedimos e pedimos e pedimos e ainda não tivemos apoio de nenhuma corporação de bombeiros“, disse à agência Lusa João Paulo Guerreiro.

Afirmando perceber que nas regiões afetadas pela depressão e agora pelas cheias exista uma forte pressão, o autarca notou, contudo, que “parte do país, nomeadamente a zona sul, ainda não está em risco de sofrer nenhum tipo de devastação parecida” como a de Alvaiázere, pelo que pede “desesperadamente apoio de equipas de bombeiros” para o concelho.

11h12

Caldas da Rainha sem eletricidade por intervenção da E-Redes

Uma intervenção da E-Redes num posto de muito alta tensão obrigou esta segunda-feira ao corte da eletricidade no concelho de Caldas da Rainha, no distrito de Leiria, informou o município após comunicação da empresa.

Desde cerca das 10:00 horas a E-Redes efetuou “uma intervenção no poste de muita alta tensão, obrigando ao corte de eletricidade numa vasta área, afetando todo o concelho das Caldas da Rainha e arredores”. A intervenção decorre “por tempo indeterminado”.

A E-Redes registou hoje um aumento do número de novas avarias na rede elétrica nacional, devido ao agravamento das condições atmosféricas durante a madrugada, e às 08:00 horas estavam sem luz 161 mil clientes.

Nas zonas mais críticas estavam sem energia 151 mil clientes, na maioria em Leiria, com 110 mil clientes afetados, Santarém, com 26 mil, Castelo Branco, com 12 mil, e Coimbra, com três mil.

11h12

Alqueva retoma descargas por “persistência de caudais afluentes elevados”

A Barragem do Alqueva voltou esta segunda-feira a efetuar descargas de água devido à “persistência de caudais afluentes elevados” provocados pelas chuvas intensas, retomando uma operação iniciada na quarta-feira e interrompida após 48 horas, anunciou a empresa.

Em comunicado, a Empresa de Desenvolvimento e Infraestruturas do Alqueva (EDIA) indicou que, face à “persistência de caudais afluentes elevados”, foi necessário “proceder à abertura dos descarregadores de meio-fundo” da barragem.

Assim, desde as 09:00 horas desta segunda-feira, que o Alqueva “está a libertar um caudal de descarga inicial de 600 metros cúbicos por segundo (m3/s), que, somado ao caudal turbinado (800 m3/s), perfaz um caudal total lançado de 1.400 m3/s a jusante da barragem”, adiantou.

Segundo a EDIA, esta abertura dos descarregadores de meio-fundo aconteceu depois de, na noite passada, a barragem de Alqueva ter recebido “um grande volume de água devido às chuvas intensas, com afluências na ordem dos 3.000 m3/s”.

A água proveniente das descargas de Alqueva vai seguir até à Barragem do Pedrógão, que também está integrada neste empreendimento de fins múltiplos e já está a descarregar desde o passado dia 21 deste mês para o Rio Guadiana.

“Na Barragem de Pedrógão, o caudal descarregado é de 1.500 m3/s”, assinalou.

11h11

E-Redes registou um aumento do número de avarias durante a madrugada

A E-Redes registou esta segunda-feira um aumento do número de novas avarias na rede elétrica nacional, devido ao agravamento das condições atmosféricas durante a madrugada, e às 08:00 horas estavam sem luz 161 mil clientes.

Nas zonas mais críticas estavam sem energia 151 mil clientes, na maioria em Leiria, com 110 mil clientes afetados, Santarém, com 26 mil, Castelo Branco, com 12 mil, e Coimbra, com três mil.

Entre as 00:00 horas e as 08:00 horas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 263 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente 135 quedas de árvores, 58 inundações e 41 quedas de estruturas.

No anterior balanço da E-Redes, às 19:00 horas de domingo, estavam cerca de 159 mil clientes sem eletricidade.

Os clientes da E-Redes correspondem a “pontos de entrega de energia” como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difícil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.

A rede elétrica nacional foi afetada há seis dias, na quarta-feira, pela passagem da depressão Kristin, com ventos que superam os 220 quilómetros por hora.

09h58

Mais de mil militares já mobilizados para apoiar populações

As Forças Armadas continuam ativas nos trabalhos de apoio à população na sequência dos efeitos do mau tempo De acordo com o Gabinete do Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, 1.090 militares foram destacados, desde o dia 28 de janeiro, excluindo pessoal em alerta e militares envolvidos na preparação e apoio logístico aos módulos envolvidos.

No terreno estão ainda 211 viaturas e 23 máquinas de engenharia. “As Forças Armadas têm vindo a executar tarefas de desobstrução e limpeza de vias de comunicação, remoção de árvores e detritos, a fornecer apoio em alojamento e alimentação, fornecimento de energia, apoio sanitário, apoio logístico e operacional às autoridades locais, bem como o pré-posicionamento de motobombas e de equipas anfíbias para busca e salvamento e patrulhamento de presença e dissuasão”, pode ler-se num comunicado enviado às redações. 

O exército forneceu até agora 12 geradores, prestou serviços de alojamento e alimentação a 150 pessoas, disponibilizando ainda 80 sacos-cama, e cedeu 12 equipamentos Starlink, que permitem comunicações de emergência.

As Forças Armadas lembram que “existe ainda a disponibilidade de 1.860 camas em 15 unidades militares, e 1562 refeições/dia em diferentes unidades”.

09h53

Imagens de drone mostram dimensão da grua que caiu sobre cinco prédios no centro da Figueira da Foz

09h35

Proteção civil registou 263 ocorrências desde a meia-noite

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 263 ocorrências, entre as 00:00 horas e as 08:00 horas relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, disse à Lusa Telmo Ferreira.

“Entre as 00:00 horas e as 08:00 horas foram registadas 263 ocorrências, das 135 quedas de árvores, 58 inundações, 41 quedas de estruturas, 18 movimentos de massa e 10 limpezas de via”, adiantou à Lusa Telmo Ferreira, da ANEPC.

A situação mais gravosa ocorreu às 03:05 na Rua Bernardo Lopes, na Figueira da Foz com a queda de uma grua sobre cinco prédios, que não causou vítimas.

Na sequência do acidente, os moradores foram retirados e seis pessoas tiveram de ser realojadas.

Telmo Correia adiantou também à Lusa que 114 das ocorrências foram registadas na Região de Lisboa e Vale do Tejo, 67 na região centro e 49 no Alentejo, tendo as outras sido distribuídas por outras regiões do país.

09h33

Câmara de Leiria disponibiliza apoio psicológico

A Câmara de Leiria disponibiliza a partir desta segunda-feira apoio psicológico para ajudar pessoas que estão “numa situação de grande fragilidade emocional” devido ao impacto do mau tempo, disse a vereadora Ana Valentim.

“Já tínhamos implementado, desde o início da catástrofe, apoio social na Câmara Municipal. Temos uma equipa a fazer atendimento social a pessoas que precisem de apoio e agora vamos complementar com apoio psicológico”, afirmou à agência Lusa Ana Valentim, que tem o pelouro do Desenvolvimento Social.

Segundo a autarca, “as pessoas estão numa grande fragilidade psicológica e precisam de algum apoio”, pelo que a autarquia tem “uma equipa de duas psicólogas que irá estar disponível todos os dias para fazer esse atendimento”.

“Além disso, vamos reforçar com uma psicóloga na freguesia da Maceira, que está a ter uma grande afluência de pessoas. Já lá temos uma técnica de serviço social a fazer acompanhamento, mas vamos reforçar também com uma psicóloga”, adiantou.

Reiterando que, “no meio desta catástrofe, as pessoas estão numa situação de grande fragilidade emocional, precisam de apoio, precisam de alguém que as oiça e que, de facto, lhes dê algum acompanhamento e algum alento no meio desta tragédia”, a autarca salientou que, “por isso, o apoio psicológico é fundamental”.

De acordo com Ana Valentim, existe “uma grande ansiedade”.

07h57

Atrasos e supressões nas ligações fluviais entre Cacilhas e Lisboa

As ligações fluviais da Transtejo, entre os distritos de Setúbal e Lisboa, estavam hoje, pelas 06:30 horas, a sofrer atrasos e algumas supressões entre Cacilhas e o Cais do Sodré devido às condições meteorológicas e de mar adversas.

Segundo o ‘site’ da Transtejo, hoje de manhã pelo menos duas ligações foram suprimidas entre Cacilhas e o Cais do Sodré e outras ligações estão com atrasos.

A empresa informa que por motivo de constrangimentos operacionais decorrentes das condições meteorológicas e de mar, “não é possível garantir a realização de todas as carreiras previstas” nas ligações Trafaria-Porto Brandão-Belém e Cacilhas-Cais do Sodré.

“Com o objetivo de minimizar o impacto de supressões e atrasos de carreiras, alguns navios iniciam viagem logo que seja alcançada a lotação máxima de passageiros embarcados, independentemente do horário previsto”, refere a empresa, numa nota publicada às 06:05 horas.

A Transtejo é responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão, no distrito de Setúbal, a Lisboa.

O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) colocou vários distritos do continente sob aviso por causa da chuva por vezes forte, vento e agitação marítima.

As ligações fluviais já tinham sido afetadas na semana passada devido à passagem da depressão Kristin.

07h16

Queda de grua na Figueira da Foz obriga a realojamento de seis pessoas

Seis pessoas tiveram de ser realojadas durante a noite após a queda de uma grua sobre cinco prédios no centro da Figueira da Foz, informou esta segunda-feira o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra.

A ocorrência foi registada às 03:05 horas na Rua Bernardo Lopes.

À Lusa, cerca das 06:00 horas, fonte do Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Coimbra apontou que a grua caiu sobre cinco prédios, tendo sido necessário retirar os moradores e realojar seis pessoas.

“As autoridades detetaram algumas deficiências nas infraestruturas e estão a ser tomadas medidas”, disse a fonte.

Já fonte dos Bombeiros Sapadores da Figueira da Foz indicou que “não foram registados feridos, mas os danos serão consideráveis”.

07h14

Circulação suspensa na Linha do Norte entre Castanheira do Ribatejo e Alverca

A circulação ferroviária na Linha do Norte no troço entre a Castanheira do Ribatejo e Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, Lisboa, estava pelas 06:00 horas desta segunda-feira suspensa devido a inundação na via, segundo a CP – Comboios de Portugal.

Na rede social Facebook, a CP indica que, na sequência do temporal de quarta-feira, a circulação ferroviária continua suspensa e sem previsão de retoma devido ao mau tempo nos Urbanos de Coimbra, na Linha do Douro, entre Régua e Pocinhho, na Linha do Oeste e na Linha do Norte, com supressão dos serviços de Longo Curso entre Braga e Lisboa.

Na nota, a CP – Comboios de Portugal adianta que no domingo foi reposto o serviço Intercidades, na Linha da Beira Alta, no troço Coimbra B – Guarda, com recurso a UTE 2240 (utilização temporária de automotoras elétricas da série 2240).

Foi igualmente reposto no domingo o serviço regional entre Entroncamento e Soure, na Linha do Norte.

A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.

07h13

Proteção Civil registava pelo menos 119 ocorrências esta madrugada

Portugal continental registava, até às 05:00 horas, 119 ocorrências, a maioria das quais relacionadas com o mau tempo, sobretudo na região Centro e Lisboa e Vale do Tejo, de acordo com o portal da Proteção Civil.

Segundo a página da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) na Internet, a maioria das ocorrências relacionava-se com queda de árvores e queda de estruturas, causadas pela ação do vento.

O mau tempo colocou 14 distritos de Portugal continental sob aviso laranja, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), que emitiu o aviso amarelo apenas para Bragança, Santarém, Portalegre e Évora.

Nos distritos do litoral são esperados ventos fortes e agitação marítima, que vai prolongar-se até quarta-feira, segundo o IPMA, que no seu site coloca já todo o litoral sob aviso laranja, o segundo mais elevado da escala.

A maioria das restantes ocorrências esteve relacionada com inundações, limpeza de vias ou deslizamento de terras, referiu a ANEPC.

As zonas mais afetadas são as regiões do Centro (59 ocorrências) e de Lisboa e Vale do Tejo (39).

O Governo português ativou no domingo o Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil (PNEPC), devido à previsão de “agravamento do cenário de risco para pessoas e bens” nos próximos dias.

Ver comentários

Subscreva a Newsletter Fecho por email


Enviada de segunda a sexta

O dia económico e financeiro com destaque ao fecho da Bolsa.



Ver exemplo

Publicidade


C•Studio

Read More

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here