Faccionados são condenados a 111 anos por matar policial militar em Pedra Preta

O Tribunal do Júri de Pedra Preta, a 242 quilômetros de Cuiabá, condenou nesta terça-feira (27) quatro integrantes de uma organização criminosa pela execução do policial militar Djalma Aparecido da Silva. Somadas, as penas impostas aos réus chegam a 111 anos e 3 meses de reclusão, todas a serem cumpridas em regime inicial fechado.

O crime ocorreu em janeiro de 2024 e, conforme apurado durante a investigação, foi motivado por vingança. O policial foi morto em retaliação à morte de um criminoso conhecido como “Baby Sauro”, que havia morrido em confronto anterior com o próprio militar. A facção criminosa não aceitou a perda de um de seus integrantes e passou a monitorar a rotina de Djalma desde novembro de 2023, planejando o assassinato.

Para receber notícias com urgência,
participe das nossas redes sociais.

No dia 22 de janeiro, o policial militar foi surpreendido em frente ao Centro de Eventos de Pedra Preta. Ele foi atingido por diversos disparos de armas de calibre restrito e morreu ainda no local, sem chance de defesa.

Durante o julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente as teses apresentadas pelo Ministério Público de Mato Grosso, reconhecendo que o homicídio foi qualificado por motivo torpe, perigo comum, uso de recurso que dificultou a defesa da vítima e por ter sido praticado contra agente de segurança pública.

As penas foram fixadas individualmente da seguinte forma: Paulo Ricardo da Silva Ferreira foi condenado a 33 anos, 7 meses e 20 dias de prisão; Yan Michael Anchieta da Costa, a 32 anos, 10 meses e 25 dias; Luan da Silva Santos, a 24 anos, 6 meses e 15 dias; e João Victor Procópio dos Santos, a 21 anos de reclusão.

Além da condenação pelo homicídio qualificado, os quatro réus também foram sentenciados pelo crime de integrar organização criminosa armada. Para os promotores do GAEJúri, a decisão representa uma resposta firme do Estado diante da tentativa das facções de intimidar as forças de segurança.

“O homicídio foi um ato claro de retaliação e uma tentativa de intimidar o Estado. O Júri repudiou com veemência esse tipo de prática”, afirmou a promotora Nathália Moreno Pereira.

Com a sentença, o Ministério Público considera encerrada a fase de responsabilização criminal no Tribunal do Júri, restando agora o cumprimento das penas impostas pela Justiça.

Planeta Folha com informações de Repórter MT

Read More

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here