A paragem para manutenção durante quase dois meses da chamada “Fábrica 1” da refinaria de Sines já estava programada pela Galp para o último trimestre de 2025, tendo tido como consequência uma queda a pique no número de barris processados naquela unidade industrial. Por dia, a “Fábrica 1” pode receber e processar até 226 mil barris de crude, que são transformados nos “produtos base” que dão origem aos diferentes combustíveis fósseis.
Com esta paragem, a Galp processou apenas apenas 9,9 milhões de barris de petróleo entre outubro e dezembro, menos 56% face ao período homólogo e face aos três meses anteriores, revelou a empresa num comunicado enviado esta segunda-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Em termos de produtos petrolíferos abastecidos nestes três meses, incluindo o segmento comercial, a empresa dá conta de 3 milhões de toneladas, menos 21% do que há um ano (3,9 milhões de toneladas) e menos 26% do que no terceiro trimestre de 2025 (4,1 milhões de toneladas).
Os dados avançados pela petrolífera mostram que nos últimos três meses de 2025 a margem de refinação da Galp caiu 27%: de 9,5 dólares por barril no terceiro trimestre para 6,9 dólares por barril no quarto trimestre. No mesmo período de 2024, o valor por barril estava nos 5,2 dólares.
Segundo os dados operacionais relativos ao período entre outubro e dezembro do ano passado, a Galp Energia contabilizou no último trimestre de 2025 uma produção de petróleo e gás de 113 mil barris por dia, o que se traduz num aumento de 2% face ao volume médio do período homólogo de 2024. Deste valor, 87% diz respeito a petróleo. Comparando com o trimestre anterior, a subida é de apenas 1%.
No segmento de gás natural e gás natural liquefeito (GNL), a Galp abasteceu entre outubro e o final de dezembro 18,1 terawatts hora (TWh), mais 54% do que no período homólogo.
A venda de produtos petrolíferos pela Galp nos últimos três meses do ano foi de 1,8 milhões de toneladas, em linha com o trimestre homólogo de 2024, mas 11% abaixo do período anterior, ao passo que as vendas de gás natural caíram apenas 1%, para 1,8 TWh, e as de eletricidade subiram 2%, para 1,8 TWh.
Já no negócio de produção de eletricidade renovável, a Galp teve um aumento de 3% no volume gerado (para os 356 GWh), tendo o preço de venda caído 30% (de €71 para €50 por MWh). Já a capacidade renovável instalada aumentou 11%, de 1,5 para 1,7 GW.
Em 2023 foram registadas duas grandes paragens programadas, que encerraram a refinaria durante quase 100 dias (no primeiro e no quarto trimestre dese ano), o que resultou numa quebra de 15% na produção anual. Em 2024 a refinaria esteve a funcionar a 100%.
A Galp apresentará os resultados completos do ano 2025 serão a 2 de março.


