Zelensky em entrevista: “Retirarmo-nos do Donbas seria a única forma de Putin poder dizer: eis a nossa vitória”

Volodymyr Zelensky chegou num passo certo e rápido, envergando o habitual traje preto, de semblante cansado, mas bem disposto. Sentou-se no centro de uma longa mesa, onde um grupo restrito de jornalistas, incluindo o Expresso, já o esperava, com apenas um bloco de notas e uma caneta para cada um. Computadores, telemóveis e relógios inteligentes ficaram fora da sala do encontro com o Presidente da Ucrânia. Falou-se, sem espanto, da vida e do trabalho sem eletricidade, sem aquecimento e, por vezes, sem água em muitas casas da capital ucraniana.

Na semana passada, representantes da Ucrânia, EUA e Rússia reuniram-se em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, havendo novo encontro planeado para breve. A conversa desta sexta-feira, de mais de uma hora, passou por assuntos como a central nuclear de Zaporíjia, as garantias de segurança e a possibilidade de um encontro com o Presidente russo, Vladimir Putin.

Zelensky explicou ainda o discurso que proferiu no Fórum Económico Mundial, em Davos, onde criticou os países europeus. “Vivemos em ambientes informativos diferentes, a Ucrânia e o resto da Europa. A América opera ainda noutro espaço informativo. Outras partes do mundo estão ainda mais distantes, tanto do ponto de vista informativo como emocional.” Começou por dizer Zelensky, garantindo que as críticas não pretendiam “ser uma ofensa à Europa.”

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