Mesmo sem incentivos, as vendas de elétricos na Alemanha subiram 43,2% em 2025, com o objetivo do novo pacote em acelerá-las ainda mais.
A Alemanha vai lançar este ano um novo programa de incentivos para veículos elétricos no valor de três mil milhões de euros, com o objetivo de impulsionar as vendas e apoiar o maior mercado automóvel da Europa, apesar de já ter registado um crescimento de 43,2% de elétricos no ano passado.
Uma das grandes novidades é que o programa não vai incluir apenas elétricos, mas também híbridos plug-in e veículos com extensor de autonomia (EREV). Para serem elegíveis, estes modelos devem ter emissões inferiores a 60 g/km de CO₂ ou uma autonomia elétrica mínima de 80 km (WLTP).
Os incentivos, anunciados em outubro, vão financiar até 800 mil automóveis, com subsídios base de 1500 euros para híbridos plug-in e 3000 euros para elétricos, dependendo do modelo e do rendimento das famílias, segundo Carsten Schneider, ministro do Ambiente.
ministro federal do Meio Ambiente.
Para além disto, foi ainda prolongada a isenção do imposto automóvel — equivalente ao IUC (Imposto Único de Circulação) em Portugal — até 31 de dezembro de 2030, sendo que o período máximo se pode estender até 2035.
Mais elétricos do que nunca
Há dois anos, a Alemanha terminou os seus programas de incentivo, o que provocou uma queda significativa nas vendas. Em 2024 foram vendidos 380 609 elétricos, menos 27,4% que em 2023.
KBA). O governo espera que os subsídios aumentem as vendas em 17% face a 2025.
Ainda assim, nem todos concordam com a medida. “Os subsídios não fazem sentido do ponto de vista económico e apenas impõem uma pressão desnecessária sobre o orçamento nacional”, criticou Ferdinand Dudenhoeffer, diretor do instituto de pesquisa CAR.
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